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Publicado em: 10/04/2019



“Eu tô é ficando mais inteligente”, disse A.R.C.M, 13 anos, quando perguntado o que ele achava do projeto Escola da Vida. O pai, Alexsandro Moreira, que também participa das oficinas, ficou impressionado com o interesse do filho nos encontros, que acontecem na Praça do Carmo, onde os dois moram, junto com Paula, mulher de Alexsandro. “Não teve jeito dele ficar na escola tradicional, de tijolo mesmo. Tentei muito que ele fosse”, conta, lembrando que o menino fugia da sala de aula, que frequentou até o sexto ano. “Agora não dá pra fugir, porque eu já estou na rua”, responde brincando Aleks. 

 

Nas noites de segunda e quarta, às 18:30h, pai e filho esperam o carrinho chegar perto do coreto da Praça. Os compartimentos vão se abrindo e de lá saem livros, pastas, fichas, lápis, quadro branco, bancos. É assim que o lugar vai se transformando numa escola ao ar livre.

“O objetivo do projeto não é substituir a escola que conhecemos. É fazer com que a educação chegue de uma outra maneira a quem não se enquadrou no modelo existente ou não teve oportunidade de frequentar o colégio. Queremos despertar o interesse em aprender e construir, com eles, outras alternativas e escolhas”, explica Ana Glória Melcop, consultora técnica do projeto. “Quem sabe o projeto termine despertando em Aleks Renato a vontade de saber mais e ele volte as aulas?”, questiona. 

 

No total, oito bairros de Olinda  -  Praça do Carmo, Varadouro, Rio Doce, Sítio Histórico, Bairro Novo, Ilha do Maruim, Peixinhos e Comunidade do V8 – irão receber as aulas de letramento, raciocínio lógico, permeados por assuntos de direitos humanos e cuidados com a saúde. A meta é que 150 pessoas que vivem em situação vulnerabilizante participem do projeto.  Nos cinco primeiros locais, as atividades já estão em andamento.

Desde novembro do ano passado, a equipe do Escola da Vida, composta por psicólogos, pedagogos, advogados e assistentes sociais, percorre o munícipio mapeando os locais onde estão as pessoas que vivem ou trabalham nas ruas. “O primeiro momento foi de reconhecimento de ambos os lados: eles conhecendo o projeto e nós, a rotina do grupo. Depois, com a constância das visitas e a realização de algumas atividades, os vínculos foram se estabelecendo”, conta Ana Glória Melcop. Nessa nova etapa, o carrinho entrou em cena. 

A dinâmica é a seguinte: a cada encontro, um tema é trabalhado com grupo em fichas avulsas, que vão compondo a pasta que será entregue aos alunos ao final dos 32 encontros previstos. Os conteúdos foram divididos em  quatro temas macros: autoconhecimento, compreensão de mundo, habilidades e competências e resolução de problemas.


Fonte: Escola da Vida



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